domingo, 11 de agosto de 2013

Estudantes brasileiros conquistam 5 medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Da esquerda para direita: Daniel, Fábio, Larissa, Luís e Allan.

A equipe brasileira conquistou duas medalhas de prata e três de bronze na edição de 2013 da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica. Foi o melhor desempenho do Brasil na competição até agora. O evento terminou neste domingo, em Vólos, Grécia, e a próxima edição vai ocorrer em agosto de 2014, na cidade de Suceava, Romênia. Os medalhistas de prata foram Daniel Mitsutani e Luís Fernando Valle, e as medalhas de bronze foram conquistadas por Fábio Kenji Arai, Allan dos Santos Costa e Larissa Fernandes de Aquino, orientados pelos professores Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins, e Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos.


Para alguns desses jovens, a conquista das medalhas internacionais já não é novidade. Em 2012, Larissa e Luís foram premiados com prata na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica. O estudante Fábio, de 17 anos, também foi medalhista na Olimpíada Internacional de Física, na Dinamarca, e levou menção honrosa na edição passada da Internacional de Astronomia e Astrofísica, ocorrida no Brasil. O jovem afirma que se prepara há anos para eventos como esse. “Porém, quando estou perto das etapas finais, estudo seis horas por dia ou mais”, confirma. Fábio pensa em estudar física nos Estados Unidos, e acredita que a vitória na olimpíada pode ser muito boa para o currículo.

Além da dedicação dos estudantes, professores também colaboraram com a preparação dos alunos. Antes da competição, eles tiveram dois dias de exercícios intensivos com orientadores de várias instituições, em Passa Quatro, Minas Gerais. O professor Eugênio Reis participou da última etapa de treinamentos e conta que eles passam por diversos simulados e provas de observação do céu, tanto a olho nu quanto em planetário. Segundo Reis, o resultado pode ser bastante positivo. “Todos eles pensam em ser pesquisadores, e o prêmio é um grande incentivo. Além disso, servem como exemplo para outros jovens”, afirma.

Para participar da competição, o inscrito deve ter passado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, além de outras seletivas e etapas classificatórias. Por fim, os estudantes fazem um treinamento intensivo com astrônomos profissionais.

via Correio Braziliense
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