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| Parque do Cocó |
Em declarações à imprensa, o prefeito fez questão de frisar que já poderia ter reiniciado a construção, mas um acordo selado com o Ministério Público Federal fará com que o Município aguarde a reintegração. "Desde quarta-feira, já temos permissão judicial para retomar as obras, mas, a pedido do Ministério Público, solicitamos uma reintegração de posse da área para que possamos retomar a construção", disse.
Roberto Cláudio disse que insistirá para que a saída do grupo seja efetivada através do diálogo. "Na última sexta-feira, chamei o secretário de Direitos Humanos para que ele tentasse intermediar um acordo, mas não houve diálogo. Também entrei em contato com o arcebispo de Fortaleza, dom José Aparecido Tosi, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Valdetário Monteiro, a Procuradoria Geral e a Defensoria Pública pedindo para que eles pudessem ajudar numa solução pacífica pelo cumprimento da lei".
Apesar de acreditar em uma saída tranquila para o problema, o gestor municipal disse que as obras não podem mais esperar. "Há recurso público nessa obra e, cada vez que se demora, isso representa perda de dinheiro. Omissão também é prevaricação do poder público e não podemos prevaricar. Minha função é cumprir a lei e a vontade majoritária da população", afirmou.
Indagado se aceitaria discutir sobre propostas alternativas ao viaduto, Roberto Cláudio disse que nenhum dos projetos apresentados pelos manifestantes é tecnicamente fundamentado, mas ponderou que, caso alguma opção apresentasse estudos e fosse tecnicamente viável, a Prefeitura debateria sobre o assunto. O prefeito disse ainda que a nova construção terá passarela para pedestres com acessibilidade nos três sentidos existentes.
Interesses
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| Vista aérea do Parque do Cocó, Região Metropolitana de Fortaleza |
Com relação aos acampados do Parque do Cocó, Roberto Cláudio disse que a maioria está ali por interesses políticos. "Ali estão agentes públicos filiados a partidos de oposição. Há ambientalistas bem-intencionados lá? Sim. Mas estes são minoria".
Ontem, a Arquidiocese de Fortaleza enviou três religiosos para falar com manifestantes no Cocó. O bispo auxiliar dom José Luiz Gomes de Vasconcelos e os padres Pietro Luís Sartorel, diretor do Centro de Estudos Bíblicos, e Emílio José Castelo Ferreira, diretor do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese, conversaram por mais de uma hora com os acampados.
Além disso, a Prefeitura diz não haver nenhuma possibilidade de desistir do projeto de construção dos viadutos. A declaração foi dada ontem pelo secretário executivo da Secretaria da Infraestrutura do município (Seinf), Roberto Resende, que representou o Município em audiência pública na OAB-CE.
A reunião teve como objetivo promover o diálogo entre a Prefeitura e os manifestantes contrários à construção dos viadutos. Como não houve nenhum consenso entre as partes envolvidas, o vereador João Alfredo, também presente à audiência, pediu a Roberto Resende que tentasse evitar um conflito violento com a Polícia. O secretário executivo se comprometeu a entrar em contato com o Procurador Geral do Município, José Leite Jucá Filho, para tratar do assunto.
Além da discussão sobre o impacto da obra no Cocó, foram discutidos outros pontos relacionados à mobilidade urbana.
via Diário do Nordeste



