quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Parque do Cocó: Governo entra com ação de reintegração de posse

Parque do Cocó
 Em declarações à imprensa, o prefeito fez questão de frisar que já poderia ter reiniciado a construção, mas um acordo selado com o Ministério Público Federal fará com que o Município aguarde a reintegração. "Desde quarta-feira, já temos permissão judicial para retomar as obras, mas, a pedido do Ministério Público, solicitamos uma reintegração de posse da área para que possamos retomar a construção", disse.


Roberto Cláudio disse que insistirá para que a saída do grupo seja efetivada através do diálogo. "Na última sexta-feira, chamei o secretário de Direitos Humanos para que ele tentasse intermediar um acordo, mas não houve diálogo. Também entrei em contato com o arcebispo de Fortaleza, dom José Aparecido Tosi, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Valdetário Monteiro, a Procuradoria Geral e a Defensoria Pública pedindo para que eles pudessem ajudar numa solução pacífica pelo cumprimento da lei".

Apesar de acreditar em uma saída tranquila para o problema, o gestor municipal disse que as obras não podem mais esperar. "Há recurso público nessa obra e, cada vez que se demora, isso representa perda de dinheiro. Omissão também é prevaricação do poder público e não podemos prevaricar. Minha função é cumprir a lei e a vontade majoritária da população", afirmou.

Indagado se aceitaria discutir sobre propostas alternativas ao viaduto, Roberto Cláudio disse que nenhum dos projetos apresentados pelos manifestantes é tecnicamente fundamentado, mas ponderou que, caso alguma opção apresentasse estudos e fosse tecnicamente viável, a Prefeitura debateria sobre o assunto. O prefeito disse ainda que a nova construção terá passarela para pedestres com acessibilidade nos três sentidos existentes.

Interesses

Vista aérea do Parque do Cocó, Região Metropolitana de Fortaleza
Com relação aos acampados do Parque do Cocó, Roberto Cláudio disse que a maioria está ali por interesses políticos. "Ali estão agentes públicos filiados a partidos de oposição. Há ambientalistas bem-intencionados lá? Sim. Mas estes são minoria".

Ontem, a Arquidiocese de Fortaleza enviou três religiosos para falar com manifestantes no Cocó. O bispo auxiliar dom José Luiz Gomes de Vasconcelos e os padres Pietro Luís Sartorel, diretor do Centro de Estudos Bíblicos, e Emílio José Castelo Ferreira, diretor do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese, conversaram por mais de uma hora com os acampados.

Além disso, a Prefeitura diz não haver nenhuma possibilidade de desistir do projeto de construção dos viadutos. A declaração foi dada ontem pelo secretário executivo da Secretaria da Infraestrutura do município (Seinf), Roberto Resende, que representou o Município em audiência pública na OAB-CE.

A reunião teve como objetivo promover o diálogo entre a Prefeitura e os manifestantes contrários à construção dos viadutos. Como não houve nenhum consenso entre as partes envolvidas, o vereador João Alfredo, também presente à audiência, pediu a Roberto Resende que tentasse evitar um conflito violento com a Polícia. O secretário executivo se comprometeu a entrar em contato com o Procurador Geral do Município, José Leite Jucá Filho, para tratar do assunto.

Além da discussão sobre o impacto da obra no Cocó, foram discutidos outros pontos relacionados à mobilidade urbana.

via Diário do Nordeste
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