Fragilidade Econômica Pode Prejudicar Novos Municípios

Um episódio merece reflexão, agora, quando se cogita criar novos municípios no Ceará, porque o objetivo político-eleitoral dos líderes dessas iniciativas não leva em conta as condições econômicas e sociais das comunidades a serem emancipadas, provocando a socialização da pobreza. Não se nega às comunidades distritais o desejo de autonomia política, passo decisivo para inseri-las no estágio de desenvolvimento.
Entretanto, essa ruptura administrativa exige pré-condições indispensáveis a seu crescimento ordenado e um processo continuado de conquistas de melhorias para ampliar, cada vez mais, a presença de instituições capazes de amadurecer as novas cidades, sob pena do surgimento de quadros de crises acentuadas como a enfrentada, no momento, pelo município de Banabuiú.
Com apenas 20 anos de emancipação política e administrativa, e população inferior a 20 mil habitantes, Banabuiú foi desmembrado de Quixeramobim, conhecido pela excepcional qualidade de suas terras para o criatório bovino quando os invernos seguem seus cursos normais. A povoação se iniciou a partir do represamento do Rio Banabuiú para a construção do açude público Arrojado Lisboa, integrante da cadeia de reservatórios do Dnocs.
Até aí, tudo bem. O ajuntamento dos trabalhadores nas obras públicas produziu a necessidade da oferta de serviços essenciais e, aos poucos, estabeleceu-se o distrito que foi transformado posteriormente em município, situado no Sertão Central do Ceará. Com economia predominantemente agropecuária, ele alicerça-se em bases frágeis por depender da pluviosidade incerta de cada ano.
As atividades econômicas são incrementadas pelo pagamento mensal das aposentadorias dos trabalhadores rurais, pela Previdência Social, e pela quitação das folhas de pagamento dos servidores do Estado e do município. Fora disso, resta a limitada renda proporcionada pela agricultura de subsistência e pelo criatório bovino, em bases extensivas, sem maiores repercussões na formação da renda regional.
O Sistema Financeiro Nacional, para abrir uma agência bancária ou mesmo um posto de serviço, considera a potencialidade econômica de cada localidade. Banabuiú não se enquadra, até hoje, infelizmente, entre aquelas comunidades que podem ser contempladas com um serviço dessa natureza. Era apenas uma agência lotérica da Caixa Econômica Federal que vinha possibilitando o atendimento da quitação dos encargos dos inativos do INSS e outras transações bancárias de pequeno porte, mas significativas para a localidade.
A agência lotérica foi fechada, provocando, de pronto, a queda de 70% no giro comercial local e uma crise econômica sem precedentes. Sem outro meio para fazer circular a moeda, a economia local vem perdendo, a cada mês, R$ 260 mil da folha do INSS, transferidos para Quixadá. Este fato traduz bem a precariedade das economias locais, no Ceará, agravadas pela ausência de instituições imprescindíveis a seu desenvolvimento, como as agências bancárias, especialmente nos 45 distritos postulantes a municípios.
postado por FAGNER CRUZ
FONTE: Diário do Nordeste

Ei amigo, mudei o link do Blog Timonhense. Agora é
ResponderExcluirwww.timonhanoticias.blogspot.com
Blz
ResponderExcluirassim fica melhor de memorizar
Breve irei divulgar
Atte,
Fagner Cruz